quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Vivam!

Vida, vida, definitivamente, a vida é feita de escolhas, e, é a partir dessas escolhas, baseadas na premissa de que nos desejamos o melhor, que optamos pelo caminho a seguir, o nosso caminho a seguir. As certezas, até então absolutas, podem vir abaixo a qualquer momento, pois se sustentam, somente, nos pilares do nosso pensamento. Por mais impulsivas e errôneas que sejam, acreditamos, todas as vezes, estarmos caminhando na “mão correta da estrada”.
Acordamos, escolhemos o que comer, o que vestir, o que ler, como ir ao trabalho, o que faremos, enfim, a vida é nossa, e quem manda somos nós. Aí está a chave central da existência, não temos como depender de ninguém para que nossa vida prossiga, para que a tal sonhada felicidade se torne “completa”. O mal de muitos, e jogue uma pedra quem nunca passou por isso, é depositar a felicidade nas mãos de outros, é fazer com que a sua estrada seja uma via de mão única, e que, se o carro ao lado parar, o seu parará também.
É claro que se cria um pouco de angústia, e aguça o sentimento de solidão pensarmos sob o prisma de que somos sozinhos, somos nós os escritores da nossa biografia, nós que traçaremos o nosso hoje, e o nosso amanhã. Fomos nós quem bordamos o nosso passado, a culpa nunca é de outro, e sim, nossa. Erros, ah os erros, os erros nos fazem alerta, nos fazem enxergar o que passou, e nos estimulam a seguir a longa estrada.
Para muitos esse texto pode parecer uma grande bobagem, como um clichê, como óbvio, mas a maioria não pratica. A maioria tem em mente que um sentimento é único na vida ,de que só se ama uma vez, se tem um melhor amigo, se tem um emprego melhor que os outros. Não, a vida não é assim! A vida, esta sim, é única, cada situação é única, mas os sentimentos, aqueles que saem de dentro do nosso “eu”, esses se reciclam, se criam, se transformam, se tornam mais fortes.
É preciso que erremos para que nos sintamos vivos, e capazes, até mesmo, de errar mais um pouquinho. O pior é se arrepender por não ter vivido, vivido a sua própria história. Muitos morrem sem saber o que foi isso. Reflitam.

2 comentários:

Alda Inacio disse...

Tens razão ! Muitas pessoas não viveram apenas vegetaram ou foram escravas de suas fraquezas. Gosto de papos assim ! Muito bom !
Grande abraço.
Alda

Carol disse...

Loved...